Engajamento colaborativo e gestão de riscos relacionais em redes colaborativas brasileiras

Nome: Washington Romão dos Santos
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 03/03/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Marcos Paulo Valadares de Oliveira Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Anderson Soncini Pelissari Examinador Interno
Marcelo Bronzo Ladeira Examinador Externo
Marcelo Moll Brandão Examinador Interno
Marcos Paulo Valadares de Oliveira Orientador
Ricardo Silveira Martins Examinador Externo
Teresa Cristina Janes Carneiro Examinador Interno

Resumo: A gestão de riscos tem emergido como um importante campo de pesquisa em gestão de operações, pela maior exposição das organizações aos riscos e necessidade de aprimorar a gestão de custos e estoques, além da demanda por agilidade nas operações (AVEN, TERJE, 2016; CHAUDHURI; BOER; TARAN, 2018). Embora o tema tenha recebido atenção nos últimos anos, poucos exploram a relação entre engajamento colaborativo e gestão de riscos relacionais em relacionamentos interorganizacionais (DESAI, 2018; REVILLA; SAENZ, 2017). Esta pesquisa propõe explorar a lacuna existente entre engajamento colaborativo, usando a teoria do capital social, com a gestão de riscos relacionais, incorporando aspectos racionais como compartilhamento de informações de riscos (CIR), tomada de decisão analítica (TDA) e compartilhamento de riscos e oportunidades (CRO), pesquisando o contexto das díades (comprador-fornecedor) brasileiras. Portanto, a tese defendida é a de que o capital social influencia o engajamento colaborativo e este influencia a gestão de riscos relacionais, juntamente com demais antecedentes CIR, TDA, CRO, assumindo o framework proposto por Friday e outros autores (2018). Trata-se de uma pesquisa quantitativa utilizando modelagem de Equações Estruturais (MEE), por meio do software livre R, o pacote Lavaan 0.6 e o estimador mínimos quadrados ponderados ajustados para média e variância (WLSMV). Utilizamos um conjunto de dados transversais coletados com executivos de empresas brasileiras, obtendo 402 casos válidos. Dentre os achados da pesquisa, constatamos que o capital social (relacional e cognitivo) impacta positivamente no engajamento colaborativo (R2=0,903), e este, juntamente com compartilhamento de informações de riscos, tomada de decisão analítica e compartilhamento de riscos e oportunidades, impactam positivamente na gestão de riscos relacionais (R2=0,882). Os resultados indicam que quanto mais engajados, as empresas podem aprimorar seu gerenciamento de riscos. Trabalhos futuros podem se concentrar em estudos longitudinais, análise de contextos específicos e realização de pesquisas com estudos multicasos.

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