Configurações subjetivas da participação política de militantes do movimento estudantil na Universidade Federal do Espírito
Santo

Nome: Everton Faria Meira
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 04/08/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Márcia Prezotti Palassi Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Paula Paes de Paula Examinador Interno
Márcia Prezotti Palassi Orientador
Marcos Ribeiro Mesquita Examinador Externo
Paulo Edgar da Rocha Resende Examinador Externo
Rogério Zanon da Silveira Examinador Interno

Resumo: A subjetividade de militantes do movimento estudantil – ME – pode estimular sua participação política e a reprodução de vícios da lógica política partidária brasileira – distinção entre representantes e representados, excessiva autonomia dos representantes; pode também subverter essa lógica ou ainda desestimular sua participação política. O problema de pesquisa foi estabelecido na seguinte questão: quais são as configurações subjetivas da participação política de militantes do ME na Universidade Federal do Espírito Santo – UFES? Diante desse problema, esta tese tem por objetivo analisar as configurações subjetivas da participação política de militantes do ME nas organizações estudantis da UFES. O referencial teórico é a Teoria da Subjetividade de González Rey (2003; 2003b; 2005) e de González Rey e Mitjáns Martinez (2017), e o conceito de participação política proposto por Sabucedo (1996). O método escolhido é o estudo de caso no ME na UFES, em Vitória/ES, entre 2016 e 2019, fundamentado na Epistemologia Qualitativa (GONZÁLEZ REY, 2003; 2003b; 2005) e na Metodologia Qualitativa (GONZÁLEZ REY, 2005). As informações foram produzidas a partir de uma conversação individual, quatro conversações grupais, um questionário com perguntas abertas e fechadas e o completamento de frases (GONZÁLEZ REY, 2005), com seis militantes do movimento estudantil, todos do sexo masculino. As interações dos sujeitos com militantes do sexo feminino, que desistiram da pesquisa em seus diversos momentos, também foram utilizadas para o levantamento de hipóteses, assim como a produção acadêmica citada anteriormente. Os resultados revelam seis configurações subjetivas que receberam denominações simbólicas: o Gestor do Centro Acadêmico, o Advogado do Diabo, o Líder Franciscano, o Ocupante dos Espaços, o Avesso à Incerteza e o Pai Militante. Conclui-se que os sentidos subjetivos configurados na trajetória de cada sujeito, nas relações familiares, pessoais e de suas áreas de estudo, estimulavam o envolvimento inicial, o protagonismo em seus espaços de militância e a (re)construção simbólica da realidade. Já os sentidos compartilhados na subjetividade social dos meios em que circulavam – das identidades, das linguagens e das ideologias – estimulavam a diferenciação e a fragmentação do ME, serviam como obstáculos para o envolvimento de novos militantes e legitimavam grupos de poder.

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