"It is not just hair!": the organising process in a
black collective which articulates embodied political practices

Nome: Mariana Luísa da Costa Lage
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 31/03/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Eloísio Moulin de Souza Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alexandre Reis Rosa Examinador Interno
Eloísio Moulin de Souza Orientador
Juliana Cristina Teixeira Examinador Externo
Ketle Duarte Paes Examinador Externo
Marcos Vinícius Peinado Gomes Examinador Externo

Resumo: A presente tese tem como objetivo compreender como acontece o processo de
de formação da identidade organizacional em um coletivo negro que articula
práticas políticas corporificadas. O estudo cria um diálogo com o modo feminista negro decolonial de explicação crítica para seu arcabouço teórico e analítico. Em particular, os conceitos de “vergonha da beleza negra” e “lógica de explicação crítica” foram articulados para analisar a constituição generificada e racializada da identidade dos sujeitos, bem como os discursos que moldam a constituição da identidade e das práticas organizacionais. A organização escolhida para desenvolver a pesquisa foi o Coletivo Encrespa, um movimento social que valoriza o uso de cabelos cacheados / crespos com sede em Minas Gerais, Brasil. A análise qualitativa dos dados revelou o processo de organização do Coletivo Encrespa pela lógica social, política e fantásmatica. A lógica social questiona as regras e normas tomadas como certas que governam as práticas sociais, a beleza hegemônica européia. Analisei precisamente como a vergonha da beleza negra afeta as mulheres negras brasileiras e é um motor de busca por mudanças nos regimes de beleza para se tornar visível. A lógica política permitiu caracterizar como a demanda "beleza para todos" foi criada. A cadeia de equivalência foi representada por duas lógicas projetadas usadas como forma de contestar o discurso da beleza européia: a lógica afirmativa da beleza e a lógica necropolítica. A lógica da diferença foi identificada pelos partidos políticos, a religião e o papel dos líderes, que desarticularam mobilizações. Por fim, as lógicas fantasmáticas mostraram a dimensão afetiva, a energia libidinal, envolvida na luta pela justiça social e também o reconhecimento da identidade negra pelas ativistas negras. Nesse sentido, essa tese enfatiza a noção processual das organizações, dando relevância ao contexto local e às lutas discursivas que moldam a constituição da identidade dos sujeitos para entender as práticas corporificadas nas mobilizações políticas.

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