INSERÇÃO e Perspectivas de uma Empresa Familiar de Comunicação no Mercado Globalizado: um Caso de Reestruturação Produtiva e Gerencial.
Nome: RENATA LOBATO LA ROCCA
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 28/03/2003
Orientador:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| MÔNICA DE FÁTIMA BIANCO | Orientador |
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ALESSANDRA RACHID | Examinador Externo |
| JOSÉ LUIZ PIOTTO DAVILA | Examinador Externo |
| MÔNICA DE FÁTIMA BIANCO | Orientador |
Resumo: Esta dissertação visa ampliar a compreensão e a discussão sobre as formas como tem acontecido a reestruturação produtiva e gerencial nas empresas brasileiras. O acirramento da concorrência internacional, a globalização da economia e a crise da "organização científica do trabalho trouxeram alterações nas organizações. É um processo irreversível que coloca em cheque a capacidade de adaptação das empresas visando a sobrevivência ao mercado. Assim, as modificações envolvem aspectos referentes à dinâmica social dentro e fora das organizações, novos processos de trabalho (diferentes formas de pensar e agir), agora com uma base tecnológica muito mais desenvolvida e embutindo conceitos como flexibilidade, qualidade, terceirização, automação, entre outros. A partir desse referencial teórico, adota-se a investigação da reestruturação produtiva e gerencial de uma empresa de comunicação capixaba Rede Gazeta buscando entender o processo de inserção dessa empresa familiar num mercado globalizado e altamente competitivo, através da análise de suas gestões de 1928 a 2000. Mais do que um modelo de adequação a este novo cenário, pode-se falar em estratégias de adaptação, algumas voltadas para a redução de custos, principalmente com pessoal (terceirizações; enxugamento; desenvolvimento de trabalhadores multitarefa com o mesmo salário). Evidenciam-se as dificuldades de adaptação dos empregados a essas novas tecnologias, às novas formas de se executar o trabalho; isso tudo permeado ao risco do desemprego e a necessidade dos trabalhadores aceitarem as mudanças mais por pressão e medo do que por concordância. Por fim percebe-se a necessidade de qualificar um profissional muito além de prepará-lo para lidar com novas tecnologias e novos processos, mas também desenvolver sua capacidade de decisão, comunicação, criatividade e liderança, ensinado-o a aprender, permitindo-o construir a si próprio pelo trabalho, agora com novo significado.
