Os usos de si pelos profissionais de Enfermagem de um banco de leite humano: uma análise ergológica

Nome: Stephania Mendes Demarchi
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 25/07/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Mônica de Fátima Bianco Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Maria Elizabeth Barros de Barros Examinador Externo
Mônica de Fátima Bianco Orientador
Susane Petinelli Souza Examinador Interno

Resumo: O presente estudo teve como objetivo analisar os usos de sinas situações de trabalho dos profissionais de enfermagem inseridos em banco de leite humano localizado em Vitória-ES. Em busca desse objetivo foram encontrados achados que mostram o quanto a ergologia pode contribuir para entender o trabalho e,no caso de profissionais de enfermagem,comoela pode ser relevante para compreender as práticas desses profissionaisdo cuidadoatravés da lente dosusosde si.Refletir sobre o trabalho da equipe de enfermagem na perspectiva da ergologia é enxergar este trabalho pelo panorama do próprio trabalhador, para tal exige execução no campo,com horas de observação e questionamentos sobre suas rotinas, tarefas e atividades. Para a produção de dados da pesquisa foi feito levantamento documental, observação participante no setor por um período de 3 meses com geração de diário de campo, quatorze entrevistas semi-estruturadas e individuais e um grupo de discussão com as profissionais que se disponibilizaram. A análise do material foi feita com base na análise de conteúdo gerando as categorias.As categorias de análiseforam definidas a posteriori, e são: a) O "era preciso": renormalizações diante da imprevisibilidade do trabalho; b) o uso da história de vida na atividade laboral; c) busca pela satisfação do cliente e outros valores presentes no trabalho; e d) sou desse jeito: o uso do corpo-si dessas trabalhadoras. As análises possibilitaram colocar em evidência os usos de si por parte das trabalhadoras do banco de leite que realizam e organizam suas atividades baseadas em percepções, preferências e valores,mas que também se engajam para fazer o que “encaram”como o melhor para o outro, seja este, outro profissional de enfermagem ou paciente. Neste aspecto, muitas vezes foram vistas renormalizações diante de situações vividas no trabalho. As trabalhadoras realizaram suas atividades efetuando renormalizações e, justificando que tais ʺera precisoʺ para atingir o resultado que elas mesmas esperavam, ou seja, baseados em valores do meio, individuais e coletivos. Entende-se que a compreensão do trabalho real em atividade e o papel dos sujeitos engajados no alcance dos resultados pode contribuir muito para a delimitação de políticas de gestão em organizações como a hospitalar, onde a relação profissional-paciente é o cerne da avaliação do serviço.

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